Smells like a blood.
Pov. Justin.
Aonde é que você está Selena? Pensava eu enquanto fitava a hora no relógio em meu pulso. Você disse só 10 minutos de atraso. Já se passaram meia hora.
– O senhor vai pedir alguma coisa? - falava mais uma vez o garçom se aproximando de mim.
– Não.
Um olhar que simulava pena foi lançado sobre mim.
– Ela vai vir, ok? Ela só deve estar ajudando Miley. - falei estressado enquanto o telefone pairava em minha mão.
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M: Alô ? Justin ? Ligou pro número errado?
J: Não Miley. É que... – pausa. - que barulho é esse?
M: Música, garotos gritando, garotas enlouquecendo. É o baile Justin, você queria o que? Um silêncio como se fosse um funeral?
J: Baile? Achei que você ainda estivesse com Selena.
M: Ela não está com você?
J: A quanto tempo você saiu?
M: Deve ter uns 40 ou 50 minutos. Justin, o que está acontecendo? Ela não está ai?
J: Eu tenho que desligar.
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Vamos lá Selena, atenda! Implorava eu dentre milhões de pensamentos.
– Alô...
– Graças a Deus Selena! Onde você es...
– Brincadeira! HAHAH, eu não posso atender no momento... mas deixa um recado depois do bip que eu retorno. Ou não...
Tinha me esquido de como eu odiava correio eletrônico.
– Ei amigo! - chamei um dos garçons enquanto deixava uma nota de 1 dolar pelos pãozinhos que beslicara. - Pode tirar a reserva da mesa.
– Mas senhor, aonde o senh...
Ignorava qualquer pensamento absurdo que passava em minha cabeça. Merda cadê a chave? Pensava enquanto tapeava os bolsos.
Quando finalmente o carro abriu, entrei numa rápido do mesmo jeito que o liguei. Enquanto corria pelas ruas desertas de Filipi City, sentia um desânimo me atingir. Esteja bem, por favor.
A casa revestida de madeira de Selena tinha todas as portas e janelas fechadas.
– SELENAAAA! - gritava enquanto tremia. - SELENA VOCÊ TÁ AII?
Com um golpe forte na porta consegui arromba-la. Mas o que vi não me animou nada. A sala vazia, sem uma alma viva, sem luz... sem Selena. Fiz o mesmo procedimento em todos os comodos da casa: Acender as luzes enquanto as mãos tremiam, ver que não tinha ninguém e segurar a vontade de gritar.
– Demi... demi deve saber onde ela se meteu.
Novamente corri para o carro, que por descuido deixei-o aberto.
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D: Justin?
J: Demi, você tá aonde? No baile?
D: Sim, sim. Você tá nervoso? O que foi?
J: Não dá pra explicar agora. Não sai daí!
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Um ou dois carros passavam pela rua, mas eu estava em tão alta velocidade, que mal conseguia vê-los direito.
Pov. Selena.
Um cheiro forte de enxofre entrara por meu nariz, o que me acordara.
– Ora ora ora, vejamos que acordou. - falava Christian com um sorriso de orelha a orelha. Ignorei qualquer besteira que ele fosse falar a seguir, e comecei a me debater. Eu estava presa em um tipo de pilastra grossa e empoeirada. Parecia estar em um galpão, ou garagem de um apartamento velho.
– Tsc, tsc. Nem adianta tentar tirar as algemas, ou tentar fugir. Elas são de titanio. Peguei com um dos amigos de cela que eu tinha. Você sabia? Que eu já estava preso ?
Balancei a cabeça enquanto o pano empoeirado que cobria minha boca, apertava fortemente meus lábios.
– Pois eu estava. Amanhã é meu julgamento... isso a chica sabe, não é mesmo? - Christian se aproximava de mim, e se agaixara, ficando do meu tamanho e colocando os dedos magrelos e quentes em meu queixo. - A vadia da Demetria já deve ter te contado, afinal, você é a melhor amiga dela. Você a salvou de mim, certo?
A risada embriagada dele me fez estremecer. O medo que sentia naquele momento, se misturava com minha estupidez de não pensar nas consequencias de sair por ai sozinha, tarde e na vespera do julgamento de alguém que ajudei a prender.
– Vamos conversar.
Assim que ele puxou o pano para debaixo de minha boca, senti meus lábios dormentes e secos.
– SOCORRO! SOCOOOOORRO! - gritava em vão.
Novamente Christian deu sua risada bêbada. - Não adianta, ninguém vai te ouvir. Ninguém vai me ouvir. Provavelmente vão me pegar amanhã, mas hoje... hoje eu tenho algo a fazer.
– Porq-quer está fazendo isso Christian? Isso só vai aument-tar a sua pena.
– Você acha que me importo com isso? Lá sou tratado como rei, e só vou ficar alguns anos. Mas fazer você sofrer... fazer a vagabundinha que me dedurou pra polícia sofrer, e que despertou naquela outra vadia aquela vingança que me trouxe tantas cicatrizes sofrer... isso vale muito mais do que ficar menos tempo na prisão. - ele tirara a blusa branca e larga para mostrar o estrago que Demi lhe fizera no abdomêm. Ali, bem no meio, da pele branca estava o que o levou a fazer tudo o que estava fazendo. "Demi was here". Uma culpa dentro de mim, me fez arrepiar-me dos pés a cabeça. Se eu não tivesse ido com Demi, pra fazer essa maldita vingança, ela não teria coragem de termina-la. E quem sabe Christian não estaria ali, agora. Podendo me matar, torturar. Me fazer sofrer.
Talvez a culpada de tudo, tenha sido eu.
Eu causei meu próprio sofrimento.
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